Alexandrita bruta Bahia
Crédito: Mindat.org


“Alexandrita: A Gema da Transformação”

1) Nomenclatura

A Alexandrita, uma das gemas mais fascinantes conhecidas, recebeu seu nome em homenagem ao czar russo Alexandre II, já que foi descoberta pela primeira vez nos montes Urais na Rússia em meados do século XIX. Sua raridade e notável característica de mudar de cor dependendo da fonte de luz a torna uma pedra preciosa verdadeiramente excepcional e cobiçada por colecionadores e amantes de gemas em todo o mundo.


Tsar Alexander-II
Credito: Mindat.org

 

2) Principais características

A Alexandrita é uma variedade de crisoberilo, uma gema conhecida por sua durabilidade e brilho excepcionais. Sua dureza (8,5 na escala de Mohs) e transparência contribuem para sua beleza e valor como uma das pedras preciosas raras mais apreciadas no mundo da joalheria.

Uma das características mais notáveis da Alexandrita é sua capacidade de mudar de cor sob diferentes fontes de luz. Sob a luz do dia ou luz artificial branca, ela exibe tons de verde a verde azulado. No entanto, sob a luz incandescente, sua cor se transforma em tons de vermelho-púrpura a vermelho amarronzado. Essa propriedade óptica é o que torna a Alexandrita tão única e deslumbrante.


Alexandrita lapidada com mudança de cor
Credito: GIA

Raras são as gemas de Alexandrita que alcançam tamanhos acima de 5 quilates fazendo com que seus preços dependendo da qualidade de cor e transparência possam alcançar cifras estratosféricas.

Além desta característica exclusiva, é possível encontrarmos na natureza cristais de Alexandrita contendo micro inclusões aciculares paralelas (em forma de agulha) de rutilo ou crocidolita que proporcionam um efeito, além da famosa mudança de cor. Estamos falando aqui do efeito olho de gato ou “chatoyance”.


Alexandrita olho de gato
Credito: fwcj.com


Alexandrita Olho de Gato
Credito: GIA Tino Hammid

 

3) Imitações

Devido à sua raridade e valor, a Alexandrita tem sido frequentemente imitada por outras pedras ou materiais sintéticos que inclusive mudam de cor. O Coríndon e o Espinélio sintético que mudam de cor são comumente usados como imitações.

Recomendamos que os consumidores devam buscar informações sobre a autenticidade das pedras preciosas com gemólogos qualificados.


Alexandrita sintética
Credito: Aliexpress.com

 

4) Ocorrência

Embora a Alexandrita tenha sido originalmente descoberta na Rússia, hoje em dia é encontrada em outras partes do mundo, incluindo Brasil, Tanzânia, Índia e Sri Lanka. Sua ocorrência está associada a depósitos de crisoberilo em regiões onde as condições geológicas são propícias para sua formação. 

Aqui mesmo no Brasil existem algumas fontes de Alexandrita de rara qualidade. Podemos destacar as lavras mais tradicionais próximo ao município de Malacacheta e a de descoberta mais recente (1985) de Hematita próximo a Itabira no Estado de Minas Gerais. Nesta última a qualidade da cor e da mudança de cor são excepcionais. A tonalidade verde azulada na luz do dia é chamada no jargão de mercado de “azul pavão” e sua transição para um vermelho intenso na luz artificial faz com que seja hoje em dia a Alexandrita mais cobiçada no mercado mundialmente. No distrito esmeraldífero da Carnaíba no Estado da Bahia ela também é minerada, porém a qualidade da cor tem menor destaque.


Alexandrita bruta
Crédito: GIA

 

5) Curiosidades

Além de sua beleza e raridade, a Alexandrita carrega consigo uma aura de mistério e fascínio. Ela é frequentemente associada à nobreza e ao luxo, sendo uma escolha popular para joias de alta qualidade e coleções exclusivas. Além disso, a Alexandrita é considerada a pedra de nascimento do mês de junho, adicionando um toque de significado pessoal para aqueles que celebram seus aniversários neste mês.


Anel com Alexandrita
Credito: markhenryjewelry.com

 

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