Vamos falar sobre gemas naturais?

O que são as gemas exatamente? Por que as gemas fascinam os homens desde que o mundo é mundo? Existe diferença entre gemas e pedras preciosas? E diferenças entre pedras preciosas e semipreciosas? É correto usar esse termo semipreciosa? Por que umas gemas valem mais do que outras? Vamos aprender mais sobre gemas?

Vamos por partes.

O que são gemas e por que do fascínio da beleza que gera no homem?

Na natureza existem aproximadamente 4000 espécies minerais que se constituíram em diferentes ambientes geológicos desde a formação do nosso planeta há 4,5 bilhões de anos.
Desta enorme variedade de minerais existentes, apenas uma pequena quantidade, não mais que 100 espécies são tão especiais que podem ser chamadas de “gemas” ou “pedras preciosas”. 

Sinônimos que remetem a beleza, cor, durabilidade, valor e tradição, as gemas ou pedras preciosas são minerais criados pela natureza em condições muito especiais. Portanto quando você observa uma pedra preciosa numa joia você está admirando uma criação que remete a um passado muito distante. 

Para citarmos alguns exemplos, gemas como Diamantes, Rubis, Safiras, Esmeraldas, Turmalinas, Ametistas, Quartzos, Topázios, Opalas e tantas outras que são encontradas pelo mundo, todas têm suas origens e formações em ambientes geológicos distintos fazendo com que possuam composições químicas, cores, transparências, tamanhos entre outras características, que são diferentes entre si. 

A humanidade, desde a pré-história, sempre teve um grande fascínio pelas cores e o brilho que as gemas encontradas ao acaso, em seu estado bruto, possuíam, fazendo com que elas se tornassem objetos raros de admiração e adorno visto que elas não se deterioravam com o passar dos anos. A dificuldade de serem encontradas na natureza colaborou bastante com a valorização destas pequenas maravilhas sempre refletindo o aspecto magico e eterno que elas possuem dentro do imaginário humano.

Em resumo, as gemas ou pedras preciosas são minerais que possuem características únicas e especiais como cor, transparência, tamanho e que podem ou não serem lapidadas, esculpidas ou polidas com o propósito de servir como adorno, materializando beleza, simbolizando riqueza e prosperidade e a possibilidade de eternizar-se, passando de geração em geração, mantendo seu valor.

É correta a referência Pedra Preciosa ou Semipreciosa? O que isso significa?

Os termos “pedras preciosas” e “pedras semipreciosas” surgiram em um contexto histórico e introduzidos por profissionais e admiradores de pedras preciosas. Estas referências costumavam ser usadas para classificar diferentes tipos de gemas com base em seu valor e raridade. No entanto, essa terminologia tem sido cada vez mais desencorajada e considerada obsoleta na indústria de gemas.

Antigamente, as gemas eram categorizadas dessa forma com base em critérios como raridade, beleza, valor histórico e comercial. Um certo “marketing” empregado e propagado pela nobreza aristocrata que usufruía dessas gemas mostrando sua riqueza e poder por séculos promoveu a valorização das chamadas “pedras preciosas” e influenciou a narrativa de que certas gemas são superiores comparadas a outras.

Nesse contexto as gemas ditas mais raras e valiosas, como diamantes, rubis, safiras e esmeraldas, eram classificadas como “pedras preciosas”. As demais, não menos raras, e que apesar de possuírem uma beleza encantadora e sendo bastante utilizadas em joalheria, mas que não alcançavam o mesmo patamar de valor, eram chamadas de “pedras semipreciosas”.

A título de comparação vamos ilustrar, no quesito raridade, as ocorrências de certas gemas na natureza.

Vejamos, existem minas de diamante em todos os continentes no nosso planeta. Por sinal, ele é encontrado e extraído em quantidades e volumes significativos; safiras, rubis e esmeraldas são também encontrados e lavrados em várias localidades pelo mundo fazendo com que não sejam gemas tão incomuns. 

Já o Topázio Imperial ou a Alexandrita são encontrados em apenas duas ou três ocorrências no planeta e o mesmo acontece com a famosa e hipnotizante Turmalina Paraíba. 

O que dizer da Tanzanita? Essa belíssima gema azul que só é encontrada em uma única mina no mundo todo que fica na Tanzânia.

Esta classificação equivocada e questionada, está em franco desuso hoje em dia fazendo com que muitos especialistas prefiram usar o termo “pedras coloridas” ou “pedras coradas” ou até simplesmente “gemas”, evitando uma distinção qualitativa e depreciativa entre “preciosas” e “semipreciosas”. Essa mudança reflete uma compreensão mais atualizada da diversidade e valor intrínseco de todas as gemas, independentemente de sua classificação histórica.

Resumindo, todas as pedras são preciosas por serem raras e difíceis de serem encontradas.

Por que umas gemas valem mais do que outras?

Cor, raridade, pureza, lapidação e tradição seriam os motivos principais.

Vamos começar pela cor: A intensidade, saturação e tom da cor influenciam diretamente o valor da gema. Cores intensas e vívidas tornam as gemas mais desejáveis e agregam valor. A exemplo do verde esmeralda ou o azul da safira e o vermelho do rubi as cores se encaixam nos diferentes gostos pessoais e seguem modismos que determinam a moda e como a sociedade as vê. 

No caso da raridade, o fato de não serem encontradas com frequência e facilmente na natureza é um fator muito importante. 

Já quanto mais pura e transparente é uma pedra preciosa mais valor ela agrega.

A lapidação é a única influência direta que a mão do homem pode aplicar numa gema. O seu formato, as proporções, as facetas e seus os ângulos e o tamanho final em que uma gema é lapidada aufere a mesma todo o esplendor e a beleza que a luz que a penetra devolve para os olhos que a aprecia através dos seus reflexos. 

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