Explorando os Avanços Tecnológicos em Tratamentos de Gemas para Aprimorar Cores e Transparência

Introdução

A gemologia moderna busca aprofundar o entendimento dos processos de aprimoramento de cores e transparência de gemas. O Laboratório Gemológico Ignius está ativamente envolvido nessa exploração, pesquisando constantemente os avanços em tratamentos de gemas naturais. Neste artigo, exploramos os processos mais prevalentes pelos quais as gemas passam para realçar sua beleza.

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Tratamento Térmico

O tratamento térmico é uma prática consolidada no mercado de gemas. Essa técnica altera a cor da gema mediante controle de temperatura. No nível atômico, modifica as propriedades dos elementos cromóforos, responsáveis pela cor. Esse processo elimina tons indesejados e aprimora cores atraentes por meio do calor.

Exemplos notáveis de gemas frequentemente tratadas termicamente incluem Quartzo Citrino, certas variedades de Turmalina verde, Rubelita, Turmalina Paraíba, Tanzanita, Água-marinha, Berilo, Rubi, Safira e Topázio Imperial.

Os rastros do tratamento térmico podem, por vezes, ser visíveis nas gemas tratadas. Alguns tipos de inclusões naturais alteram suas características e formas após esse procedimento, possibilitando a detecção do tratamento. Entretanto, identificar consistentemente essa modificação não é sempre viável, e não existem métodos infalíveis para determinar se uma gema foi submetida a tratamento térmico.

Para identificar tratamento térmico, além da análise de inclusões, o FTIR (Espectroscopia de Infravermelho por Transformada de Fourier) é um equipamento valioso para este fim. Especialmente em coríndons, ele analisa o espectro de absorção na faixa do infravermelho para revelar evidências de tratamento térmico em safiras.

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Tratamento por irradiação

Certas gemas naturais são suscetíveis a tratamentos por irradiação, que envolve a exposição a fontes de radiação, como raios alfa, beta, gama, nêutrons e raios-X, dependendo da gema e do resultado desejado. A irradiação causa modificações nos centros de cor de minerais específicos, movendo elementos cromóforos para níveis mais energéticos.

Exemplos de gemas submetidas a esse tratamento incluem Topázio Azul, Berilo verde, Morganita (Berilo rosa), Quartzo, Kunzita, Zircão, Turmalina Rosa, Safira, Diamante e Âmbar.

Contudo, é importante observar que algumas gemas tratadas por irradiação podem eventualmente não manter a estabilidade da cor alcançada. A cor pode desvanecer ao longo do tempo, especialmente sob exposição à luz solar e calor.

A identificação desse tratamento em laboratório é complexa e requer habilidade e experiência dos gemólogos. Não é sempre possível certificar que uma gema tenha sido irradiada.

Vale destacar que o tratamento por irradiação ocorre em ambientes controlados e segue rigorosos protocolos de segurança para evitar a presença de produtos radioativos inadequados no mercado. Assim, é seguro utilizar gemas que passaram por esse tratamento. Em algumas situações, o tratamento por irradiação é combinado com o tratamento térmico nas pedras preciosas.

Preenchimento de Fraturas 

Gemas frequentemente possuem fraturas naturais que afetam sua beleza e durabilidade. O preenchimento dessas fraturas com resinas e óleos melhora sua aparência e resistência. Essa técnica envolve a infiltração dessas substâncias transparentes, reduzindo a visibilidade das imperfeições e aprimorando a transmissão da luz no interior das gemas.

Exemplos de gemas tratadas com preenchimento de fraturas incluem esmeraldas, turmalinas Paraíba, Rubelitas e turmalinas rosas. Notavelmente, mais de 95% das esmeraldas comerciais passam por algum tratamento de preenchimento de fraturas, que por muitas vezes o fato não é mencionado pelos vendedores.

Laboratórios, internacionalmente, classificam esses tratamentos com base na quantidade de fraturas preenchidas, seguindo o manual do Comitê de Harmonização dos Laboratórios Gemológicos (LMHC). A classificação acordada para esmeraldas é:

– Nenhum ou sem tratamento,

– Insignificante,

– Menor (F1), 

– Moderado (F2),

– Significativo (F3).

Os gemólogos do Laboratório Ignius utilizam métodos como análises microscópicas e equipamentos modernos como RAMAN, FTIR e luz UV para identificar tratamentos. No mercado, a classificação de tratamentos pode impactar o valor final das gemas, resultando em depreciações de 5% a 25%, embora isso não seja uma regra fixa, portanto as nossas avaliações e classificações seguem protocolos internacionalmente reconhecidos.

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Conclusão

Os processos de tratamento de gemas atingem novos patamares de compreensão quando associados à tecnologia de vanguarda. A expertise do Laboratório Gemológico Ignius nesse âmbito é uma síntese da ciência e da dedicação à autenticidade. Através de análises espectroscópicas e outras análises avançadas, os tratamentos de gemas são explorados minuciosamente, em estrita conformidade com padrões mundiais. Essa busca incessante pela verdadeira essência das gemas, aprimoradas pelo domínio tecnológico, reforça o nosso compromisso com a integridade e a excelência gemológica.

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